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🔐 Os 3 Pilares da Segurança da Informação e sua Relevância nas Perícias Digitais

Vivemos em uma era em que as evidências digitais têm o mesmo peso que as provas físicas. Contratos, registros de sistema, e-mails, logs e arquivos eletrônicos tornaram-se elementos decisivos em investigações e processos judiciais.
Nesse cenário, a Segurança da Informação não é apenas uma boa prática — é um pilar essencial para a confiabilidade das perícias digitais.

📌 1️⃣ Confidencialidade: o compromisso com o sigilo técnico

A confidencialidade assegura que as informações sejam acessadas apenas por pessoas autorizadas, protegendo dados sensíveis e sigilosos.
Em uma perícia digital, o perito tem acesso a arquivos, sistemas e metadados que podem conter dados pessoais e estratégicos.
Manter o sigilo técnico é um dever ético e legal, previsto inclusive na LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que impõe responsabilidade no tratamento dessas informações.

🔍 Exemplo prático:
Durante uma análise de contrato eletrônico, o perito deve garantir que apenas os elementos necessários ao exame sejam compartilhados nos autos, preservando a privacidade das partes e evitando exposição indevida de dados.


📌 2️⃣ Integridade: a essência da verdade digital

A integridade é o pilar que garante que as informações não foram alteradas, corrompidas ou manipuladas.
Em perícias digitais, é o princípio que valida a autenticidade de um arquivo, documento ou assinatura eletrônica.
A integridade é comprovada por meio de verificação de hash, metadados, logs de auditoria e trilhas digitais, que demonstram que a evidência está exatamente como foi coletada.

⚖️ Exemplo prático:
Ao analisar um contrato PDF assinado digitalmente, o perito verifica se o certificado digital é válido e se o conteúdo do documento permaneceu inalterado desde a assinatura. Um único byte modificado já pode comprometer toda a prova.


📌 3️⃣ Disponibilidade: a garantia de acesso e rastreabilidade

A disponibilidade assegura que as informações estejam acessíveis e preservadas sempre que necessário.
No contexto pericial, isso envolve a guarda correta das evidências, o registro de cadeia de custódia e a rastreabilidade completa do material analisado.
A falta de disponibilidade pode inviabilizar reexames, auditorias e até comprometer o valor jurídico da prova.

🗂️ Exemplo prático:
A correta conservação dos arquivos periciados, acompanhada dos registros de coleta, garante que, se houver necessidade de contraperícia, os dados possam ser acessados de forma íntegra e auditável.


⚙️ Conclusão

A Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade não são apenas conceitos teóricos — são pilares práticos e indispensáveis que sustentam a confiabilidade das perícias digitais.
Cada laudo pericial é resultado de uma análise técnica que depende da aplicação rigorosa desses princípios para assegurar a autenticidade, a legitimidade e a validade jurídica das evidências apresentadas.

Em um mundo cada vez mais digital, não há perícia segura sem segurança da informação.
Cada exame é, ao mesmo tempo, uma investigação técnica e um compromisso ético com a verdade dos dados.


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